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É... Mais um ano chega ao fim, duas coisas não falham: o especial do Roberto Carlos e a famigerada retrospectiva com os fatos que marcaram o Brasil e Mundo durante o ano.

Assim como o Globo Repórter, eu também faço minha inevitável retrospectiva, sempre! 2003 foi um ano especial para mim, na minha historia... Eu teria muito o que compartilhar sobre ele, mas ao “startar” minha breve reflexão saltou à mente o “detalhe” de que em 2003 o Rosa de Saron completou 15 anos. Minha retrospectiva do ano transfornou-se, então, num delicioso relembrar de histórias desses 15 lindos e longos anos.

Começamos a banda em 1988 sem a menor pretenção, apenas para nos reunirmos, tocar um pouco, rezar juntos, enfim, conviver, mas Deus queria mais. O fato de exercermos esse ministério durante tanto tempo, tornou-nos, sem querer, em testemunhas oculares da música católica. Por exemplo, em 1990 nós fomos tocar num festival no Rio de Janeiro, no pátio de um colégio, o apresentador e animador do festival era o Cosme que só há bem pouco tempo atrás lançou seu CD. Lá se apresentou uma banda chamada Atos, da cidade de Maringá, nessa banda havia uma garota que ficava mais pro fundinho, só fazendo backing, o nome dela? Ziza Fernandes! Ficamos amigos dessa banda e eles falaram de uma galera de Maringá chamada Crist, até mandaram um ensaio dessa banda pra gente curtir, um ensaio gravado toscamente, aliás. Esse ensaio, da então banda de Wilson Rocha e Primo, continha músicas desses meninos, canções que hoje são verdadeiros clássicos da música católica.

Ainda em 1990, organizamos um retiro e na última hora ficamos sem padre para fazer as missas, então fui buscar um seminarista para fazer pelo menos as celebrações, um cara que se tornou um grande amigo, ele era conhecido como seminarista Roberto, uma figura!! Sempre maltrapilho e alegre. Me lembro de sua ordenação, me lembro também quando ele formou uma fraternidade com três garotos, os três primeiros toqueiros da historia: Fratelo, Alegria e o irmão do Fratelo que agora eu esqueci o nome, desculpe...

Para mim foi esquisito ver o Pe. Roberto andando com três clones em sua cola, esquisito e engraçado, mas logo me acostumei, eu e o Brasil, né? Pois daqueles três malucos (quatro com o padre) sugiram centenas de toqueiros espalhados pelo mundo.

Outro dia, revirando umas fotos antigas na casa do Duzão (Eduardo Faro), encontramos fotos de um retiro de músicos em Cruzeiro (não me pergunte o ano, já me perdi), havia entre elas uma foto da gente na arquibancada, do lugar onde assistíamos ao encontro, na foto com a gente havia duas meninas com quem fizemos amizade, na verdade um dos amigos da turma estava mesmo era “chavecando” uma delas, acabou em nada, tudo bem, acho que ele não sabia “qual era a chave” do coração da garota... Isso mesmo que você está pensando: era a Adriana.

Assistimos nesse encontro o show de lançamento do primeiro Disco do Recado e também de “Alerta”, o primeiro disco do Cristoatividade, ainda em vinil, uma raridade que não vendo por dinheiro nenhum nesse mundo. Lembrei-me agora de umas férias que fui passar em Ubatuba com um amigo que fiz num show em São José dos Campos, ele estava todo feliz porque tinham assinado com as Paulinas, era a primeira banda da Renovação contratada pelas Paulinas, uma porta que se abria para nós, carismaticos. Esse amigo que não vejo há algum tempo se chamava Luizinho e era guitarrista do Vida Reluz.

Nesses anos, um dia especialmente marcante foi em 1995, depois de tocarmos no Hallel de São Paulo, enquanto carregávamos nosso equipamento para voltar para Campinas, debaixo de uma forte chuva, como num filme de terror, de repente apareceu um cabeludo, que com o seu testemunho nos emocionou, nos contou o que havia sentido quando ouviu uma fita nossa, o que Deus havia feito em seu coração, esse cabeludo se chama Danilo com quem tive a honra de viajar e dividir o palco inúmeras vezes na época em que ele era baterista do Eterna, época do Shema Israel, tenho saudade dessa época…

Mas também demos nossa contribuição nessa história, do Rosa saiu primeiramente o Bortolato, nosso ex-tecladista, para formar o Heaven’s Dance, depois nosso ex-vocalista Marcelo formou o The Flanders; do Rosa também surgiu um Pe. do Shalon, um técnico de som chamado José Luis que hoje é o chefe do departamento de áudio da Canção Nova, além de muitos amigos e irmão na fé.

Nessa caminhada conheci Eraldo Mattos, que depois de ter lançado o Cristoatividade em CD, lançou o Diante da Cruz como primeiro trabalho do que se tornaria mais tarde a CODIMUC. Vi de perto quase todos os seus planos “infalíveis” de como tornar a música católica um sucesso, ouvi todas as “descobertas” que iriam “estourar” e me lembro como se fosse hoje o dia em que me mostrou empolgado uma demo chamado “Anjos de Resgate”, dizendo: “essa vai botar pra quebrar”. Finalmente ele acertou e ganhou pra mim o direito de errar mais quantas vezes quiser.

Nossa, é tanta gente e tantas histórias que se eu continuar a contar, daria um livro! Não é esse o objetivo, não ainda...

Nesses quinze anos, não consegui juntar nada de material na minha vida, praticamente nada, mas as histórias que vivi não tem preço, e quero agradecer a Deus nesse final de ano por cada momento vivido na minha vida, agradecer por fazer de mim um cara realizado, com uma família maravilhosa, uma namorada linda que me ama, uma cachorrinha boxer encantadora e uma banda onde eu posso servi-Lo com prazer e alegria.

Ahhh, tem três caras que eu praticamente não citei: Duzão (Faro), Grevão e Guilherme. Deus colocou esses caras na minha vida como amigos, mas se eu pudesse escolher pediria para colocá-los como irmãos, não deve existir nesse mundo pessoas melhores para se dividir uma banda, sonhos, alegrias, tristesas e como diria Paulo Vitor, encaram uma roubada como ninguém.

Essa é minha retrospectiva de 15 anos de ministério, até aqui. Eu não sei o que será daqui pra frente, como será daqui a 15 anos. Da minha parte eu gostaria de estar ainda tocando no Rosa, mas aprendi a não fazer muitos planos, deixo-os para Deus, aprendi que Ele me ama e sabe o que é melhor para mim.

Hoje presto muita atenção em cada novo cantor que conheço, cada nova banda, presto atenção porque daqui a 15 anos quero estar contando como os conheci. Não importa como estarei ate lá, apenas importa que eu esteja com esse mesmo sentimento de gratidão e com os olhos marejados, como agora.

Kevin Arnold, Poul e Winne Cooper que me perdoem, mas anos incríveis foram os meus. Feliz 2004!

 

Rogério Feltrin (Rosa de Saron)
lelo@sigmanet.com.br

  
  
 

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