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Sim... Antes que você pergunte, eu gosto de gerar polêmica! (risos)
Na verdade, gosto de crescer na diversidade e aprender com os mais diferentes pensamentos e ministérios de nossa amada Igreja...

Nestes últimos tempos comecei a notar que diversos músicos cristãos, católicos e evangélicos, instrumentistas e cantores, estão "trabalhando" em bares, boates, bailes e shows com outros profissionais não cristãos, executando músicas que nada tem a ver com o novo cântico daquele que, por meio de Cristo, foi denominado uma nova criatura.

Alguns dizem que são profissionais e que trabalham com a música secular (não cristã) porque o mercado de trabalho para o músico cristão, no meio religioso, é muito escasso. Isso é verdade! A profissão de músico religioso não é um mercado de trabalho aberto, ou seja, é uma profissão muito restrita, onde a relação procura e oferta é totalmente desproporcional: mais de 60 para 1.

Acontecia a mesma coisa com os israelitas, onde apenas quatro mil músicos profissionais (I Crônicas 23, 3 - 5) foram convocados para trabalhar como músicos:

"Eram 38.000 homens. Davi disse: "24.000 dentre eles serão colocados a serviço do templo do Senhor, 6.000 serão escribas e juízes, 4.000 porteiros e 4.000 para celebrarem o Senhor com os instrumentos que fiz para louvá-lo".

Se você puder ler esta palavra mais a fundo, poderá observar que entre os 38 mil levitas convocados por Davi e entre os mais de 3 milhões de hebreus que compunham a população de Israel, existiam outros milhares de músicos, que não tiveram espaço para trabalhar no templo do Senhor. Nem por isso ficaram sem trabalhar em outra profissão, nem deixaram de cantar ou tocar seus instrumentos para louvar a Deus. Assim também milhares de músicos cristãos não terão lugar para trabalhar no meio religioso, e necessariamente terão que procurar outra profissão para sobreviver.

Na música secular, por outro lado, o problema é o mesmo. De acordo com o Sindicato dos Músicos do Estado de São Paulo, a situação do músico profissional, que nunca foi boa, atualmente é péssima: devido ao surgimento da musica eletrônica computadorizada, dos salões de dança com música eletrônica e da proliferação dos estúdios digitais de gravação profissionais e amadores, estima-se que dos 40 mil músicos profissionais do Estado, incluindo-se os 20 mil inscritos na Ordem dos Músicos, mais de 60% já mudaram de profissão, e dos que ficaram, mais de 30% estão fazendo "bico" em outras atividades.

Charles Gounod, famoso compositor francês, autor de grandes obras como "Redenção", "Mireille", "Serenata", "Ave-Maria" e outras, foi muito feliz quando fez esta surpreendente afirmação: "a música, como arte, é a mais esplêndida de todas; como profissão, é detestável; de resto, é justo que assim seja; a Terra não pode acolher o que pertence ao Céu".

Por outro lado, justificando o fato de estarem trabalhando na noite, alguns músicos cristãos dizem que estão seguindo a orientação de Paulo (I Coríntios 9, 22 - 23), segundo a qual ele se fez de fraco a fim de ganhar os fracos:

"Fiz-me fraco com os fracos, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de salvar a todos. E tudo isso faço por causa do Evangelho, para dele me fazer participante".

Ocorre que este texto não se aplica aos não religiosos, uma vez que Paulo se referia aos cristãos fracos na fé, que não conseguiam discernir a doutrina cristã em relação aos preceitos mosaicos. Os fracos desse texto não são incrédulos, e sim, irmãos que precisavam ser fortalecidos na fé, a fim de viverem a liberdade com que Cristo os libertou. Portanto, o argumento, neste caso, não tem validade, pois do contrário, os cristãos teriam que participar do pecado para evangelizar os pecadores.

Já alguns músicos instrumentistas justificam sua atividade musical no mundo argumentando que o que eles fazem é apenas acompanhar os cantores, não tendo nenhuma participação na mensagem que transmitem. É óbvio que isso não é possível, uma vez que ao interpretar a música, o instrumentista inevitavelmente participa de toda a sua expressão. Ele se torna conivente com o cantor, com o qual estará participando ativamente na interpretação, no estilo e nas características da música. Através do seu instrumento, ele se torna integrante da obra musical, cuja mensagem, transmitida pela letra, tem como único objetivo, em quase 90% das músicas seculares, de expressar o mundanismo do "encardido", que se opõe a Deus e a tudo o que é espiritual.

Então...

Que relação poderia ter o músico cristão com a música secular (mundana)?
Músico cristão é uma profissão como qualquer outra?
Poderia o músico religioso (cantor ou instrumentista) interpretar esse tipo de música por gosto ou profissionalmente, sabendo-se que o objetivo dela é se opor a Deus e afastar as pessoas do seu reino?
Poderia o cristão obter o seu sustento trabalhando, por exemplo, numa fábrica de cigarros ou de bebidas alcoólicas, sabendo-se que tais produtos só no Brasil matam mais de 300 mil pessoas por ano? A resposta é simples: NÃO!

Você poderia até me perguntar: caso uma cantora de ópera, por exemplo, venha a se converter, deverá parar de cantar ópera? A resposta poderia ser SIM ou NÃO, dependendo das circunstâncias.

Veja que a mesma resposta serve para todos os músicos profissionais de música secular que também venham a se converter: se a cantora de ópera pudesse refazer o seu repertório, excluindo os temas "não-cristãos", como por exemplo a ópera bufa e a ópera cômica, cujos temas irreverentes são essencialmente mundanos, a resposta poderia ser SIM. E neste caso poderia até incluir no repertório óperas cristãs como a espiritual, denominada oratório, e a sacra, cujos temas são religiosos. Já no caso da música popular, será impossível, uma vez que o músico profissional desse seguimento terá que estar na área "para o que der e vier", ou seja, não poderá escolher o seu repertório, até porque, se o fizer, não encontrará emprego, já que a música secular, cujos temas são mundanos (não-cristãos), é a que mais se destaca em todos os lugares.

Levando-se em conta que a situação é delicada, o bom senso recomendaria que, mesmo precisando arranjar outra profissão, caso não haja espaço para trabalhar no meio religioso (e já se sabe que não o há), o músico profissional cristão, comprometido com o reino de Deus, não poderia se envolver com a música mundana propriamente dita, a menos que, abafando sua consciência, queira ignorar o ensino da Palavra de Deus. Caso ele venha a ser fiel e depositar a sua confiança na providência divina, as portas de trabalho vão se abrir, ainda que seja em outra profissão, porque Deus é fiel e, segundo a Bíblia, nunca se viu "o justo abandonado, nem seus filhos a mendigar o pão" (Salmo 36, 25).

Davi, neste mesmo salmo, já havia dito: "Espera no Senhor e faze o bem; habitarás a terra em plena segurança. Põe tuas delícias no Senhor, e os desejos do teu coração ele atenderá. Confia no Senhor a tua sorte, espera nele, e ele agirá" (Salmo 36, 3 - 5).

No entanto, a recusa em participar da música mundana não exclui a possibilidade de o músico cristão se prover dos recursos e conhecimentos técnicos musicais contidos no celeiro da música secular, pois a Palavra de Deus (I Tessalonicenses 5, 21) nos ensina que devemos julgar todas as coisas e reter o que é bom.

Acredito que a música religiosa mundial não é menos rica que a música secular. Até porque, do contrário, os músicos cristãos não seriam tão assediados pelo setor secular, como acontece em todo o planeta. Pense nisso!

Ahhh... Se você já passou, passa ou acha que está prestes a passar por este "problema" em seu ministério, aleluia! Somos dois! (risos) Calma e não se desespere! Leia e reflita este artigo entre vocês. Reze e espere o tempo de Deus. Existe um tempo para cada coisa...

Em breve partilharei contigo, em um novo artigo, algumas das maravilhas de Deus sobre este tema, com experiências próprias vividas dentro do meu ministério...

 

Santa Cecília, rogai por nós!

Jesus abençoe!

 

Rafael de Angeli - Canal da Graça
rafael@canaldagraca.com.br
Coordenador do Ministério das Artes (RCC) da RE2
(Araraquara-SP e região) - Diocese de São Carlos-SP

"Não é fácil dar a nossa agenda para Deus, mais quanto mais o fizer, tanto mais o ´tempo do relógio´ irá transformar-se em ´o tempo de Deus´ e o tempo de Deus é sempre a plenitude do tempo".
(Henri Nouwen)

  
  
 

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