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Olá, amigo(a), músico de Deus!

Dando continuidade ao nosso estudo de TÉCNICA VOCAL, veremos hoje sobre:

SAÚDE E HIGIENE VOCAL

Desde o início do século existe uma preocupação com a Saúde e Higiene da Voz. O primeiro livro onde vimos sobre este assunto no Brasil foi "Higiene na Arte, Estudo da Voz no Canto e na Oratória", escrito pelo médico Francisco Eiras, datado de 1901.

O Que é Higiene Vocal?

Mara Behlau, em seu livro "Higiene Vocal", define o termo como sendo "algumas normas básicas que auxiliam a preservar a saúde vocal e a previnir o aparecimento de alterações e doenças".

A quem é dirigido este assunto?

Mara ainda alerta em seu livro que "as normas de Higiene Vocal devem ser seguidas por todos, particularmente por aqueles que se utilizam mais da voz ou que apresentam tendência a alterações vocais". Esses são chamados os profissionais da voz. Silvia Rebelo Pinho, em seu livro "Manual de Higiene Vocal para Profissionais da Voz" explica que os "professores, atores, cantores, locutores, advogados, telefonistas, entre outros, são considerados profissionais da voz. Entretanto, muitas das atividades verbais utilizadas por eles são incompatíveis com a Saúde Vocal, podendo danificar os delicados tecidos da laringe e produzir um distúrbio vocal decorrente do abuso ou mal uso da voz". É alarmante o fato de quase não haver, nas universidades, uma preocupação em preparar estes profissionais para lidar com a voz no seu dia a dia, já que ela é parte fundamental como instrumento de trabalho.

Quais as conseqüências dos abusos vocais?

Dentre as alterações orgânicas mais freqüentemente observadas nestes profissionais, encontramos os nódulos vocais (nodulações semelhantes a calos) e edemas (inchaço das pregas vocais).

Quem pode tratar dos problemas da voz?

O médico otorrinolaringologista é quem pode diagnosticar possíveis problemas no aparelho fonador.

A partir de seu diagnóstico, se necessário, o fonoaudiólogo, que trabalha juntamente com o otorrinolaringologista, fará a correção de possíveis problemas, através de exercícios.

Algumas formas de abuso vocal:

* Gritar sem suporte respiratório;
* Falar com golpes de glote;
* Tossir ou pigarrear excessivamente;
* Falar em ambientes ruidosos ou abertos;
* Utilizar tom grave ou agudo demais;
* Falar excessivamente durante quadros gripais ou crises alérgicas;
* Praticar exercícios físicos falando;
* Fumar ou falar muito em ambientes de fumantes;
* Utilizar álcool em exesso;
* Falar abusivamente em período pré-menstrual;
* Falar demasiadamente;
* Rir alto;
* Falar muito após ingerir grandes quantidades de aspirinas, calmantes ou diuréticos;
* Discutir com freqüência;
* Cantar inadequada ou abusivamente, ou ainda participar de corais e cantar em vários estilos musicais;
* Presença de refluxo gastroesofágico, altamente irritante às pregas vocais (o refluxo gastroesofágico é decorrente de disfunções estomacais, responsáveis pela liberação de ácido péptico, que em algumas situações pode banhar as pregas vocais, agredindo-as).

Isso é para todos?

A voz deve ser sempre pensada em relação à saúde geral do paciente, em relação ao seu corpo todo, ao seu estado de saúde geral. Segundo Sataloff (1991), todo o sistema corporal afeta a voz; Souza Mello (1988) afirma que todo o corpo colabora na produção da voz; Bloch (1979) refere que as condições ideais para uma boa produção vocal adequada correspondem a um estado de saúde geral dentro das melhores condições possíveis. Portanto, deve-se pensar não apenas nos aspectos que prejudicam as pregas vocais, mas sim no trato vocal integrado na saúde geral de cada paciente. Desta forma, podemos pensar que, apesar de as orientações serem gerais, as necessidades, assimilações e repercussões são absolutamente singulares. Por exemplo: o gelado, geralmente, prejudica a voz, mas a quantidade e a forma deste prejuíso se manifestam diferentemente em cada pessoa, dependendo do momento e da maneira em que este abuso foi cometido. As reações do corpo humano são únicas e dependem de cada indivíduo em cada momento.

(Artigo "Saúde Vocal", de Marta Assumpção de Andrada e Silva, do livro Fundamentos em Fonoaudiologia - Tratando os Distúrbios da Voz. Sílvia M. Rebelo Pinho. Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1998).

 

Continuaremos nosso estudo no próximo artigo, falando sobre "Postura".

 

Jesus abençoe!

Rafael de Angeli
rafael@canaldagraca.com.br
Canal da Graça - Araraquara-SP

 

Referências Bibliográficas:

* Higiene Vocal Para o Canto Coral. Mara Behlau & Inês Rehder. Editora REVINTER , Rio de Janeiro, 1997.
* Higiene Vocal - Informações Básicas. Mara Behlau e Paulo Pontes. Editora LOUVISE LTDA, São Paulo, 1993.
* Manual de Higiene Vocal para Profissionais da VOZ. Sílvia M. Rebelo Pinho.Editora PRÓ- FONO, Carapicuiba, 1997.
* Um Século de Cuidados com a Voz: A Contribuição da Fonoaudiologia. ( dissertação de mestrado) Thelma Mello Thomé de Souza. PUC, São Paulo, 1998
* Fundamentos em Fonoaudiologia-Tratando os Distúrbios da Voz. Sílvia M. Rebelo Pinho. Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1998.
  
  
 

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