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Porque há mais de 20 anos uso a música para anunciar Jesus Cristo, inúmeras pessoas dos mais diversos grupos religiosos me perguntam se é verdade que as gravadoras de discos exigem dos cantores que façam pacto com o demônio... E falam de alguns reverendos de Goiânia e de Campinas, que dão palestras e cursos sobre a presença do demônio na música profana e popular. Digo que nunca os ouvi e não os conheço, mas custa-me crer que algum cristão cometa a injustiça de acusar autores profanos de fazerem pacto com o demônio.

O assunto é extremamente delicado. Quem acusa, que prove. Usar do estratagema de tocar um disco às avessas para provar que o mesmo contém mensagens subliminares e blasfêmias, demonstra enorme dureza de coração e má fé. Qualquer fita ou disco, tocados de trás para frente, podem aqui ou ali sugerir palavras estranhas. Daí à sistematicamente usar um curso para provar que tal cantor ou cantora tem pacto com o demônio, é abuso da boa fé dos que ouvem; abuso de poder; calúnia e terrorismo cultural e religioso.

Se não gostam de rock ou de funck, é um direito que lhes compete. Se algum grupo de cantores brincou com satanismo, isto é desvio daqueles cantores, mas daí a generalizar é maldade. Deixar pessoas simples enormemente confusas a ponto de não permitirem Xuxa, Milton Nascimento, Roberto Carlos ou Barão Vermelho entrar em casa é ditadura de religião pequena, mau gosto e má intenção. Usar a Bíblia para provar que numa casa cristã só podem entrar hinos da referida Igreja ou do Pe. Zezinho é tolice. Eu mesmo, Pe. Zezinho, que vivo fazendo música religiosa e de mensagem, tenho discos desses autores e acho que posso aprender com todos eles. A Igreja não tem o direito de assustar as pessoas ou desbancar a música profana com mentiras. Tais cantores não fizeram nem fariam pacto com o demônio. Se sua mensagem não bate sempre com a nossa, então que nós, católicos e evangélicos, ofereçamos qualidade nas letras, mensagens e música. Se não podemos competir, calemos a boca, porque não temos o direito de praticar terrorismo religioso ou cultural. O meio religioso, às vezes, oferece música muito pobre e letras muito pobres para seu povo. Se Milton Nascimento, Chico Buarque e outros, vestem bem sua mensagem, melhor para eles e pior para nós, que dizemos ter algo a dizer e não sabemos dizer.

Que nenhum cristão cometa a baixeza de achar que tudo o que não é religioso é do demônio. Cante a Estrela d´Alva, cante Luar do Sertão, cante Coração de Estudante à vontade! Apontam para Deus. Deixem de cantar as músicas mal intencionadas ou as que deseducam a pessoa. Mas não engulam essa de que em suas casas só podem ter discos de autores religiosos. Sou um dos autores religiosos que entram nas casas dos ateus e acho que alguns autores ateus têm direito de serem ouvidos. É questão de saber ouvir. Daí a dizer que nossa música é de Deus e a deles do Diabo? É sandice e maldade.

Não acreditem nesses pregadores! Eles estão exagerando ou mentindo. A ditadura da música religiosa empobreceria o mundo. São Paulo não podia pretender isso. Está sendo mal citado. É muito fácil fazer a Bíblia concordar conosco. Basta citar um trechinho isolado da mesma. A Bíblia não serve para semear calúnias. E quem cita cantores profanos como servidores e cantores do Diabo está sendo maldoso. Que os cristãos saibam escolher sem preconceitos. Por favor, não tenham apenas músicas de padres e reverendos em sua discoteca. Ouçam também outros compositores. Abram os horizontes culturais e serão mais cristãos e mais humanos. Fora da Igreja também há ótimos valores. Aprendam com todos e escolham. O resto é escravidão e ditadura.

 


Pe. Zezinho, scj (pezscj@uol.com.br)
www.padrezezinhoscj.com - Taubaté-SP

  
  
 

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