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"(...) É um homem sem passado (ou futuro), preso em um momento que não tem sentido e muda constantemente. (...) O restante do exame neurológico revela absoluta normalidade. Impressão: provavelmente síndrome de Korsakov, causada por degeneração alcoólica dos corpos mamilares."

Nos arredores de Nova York, em um Lar de Idosos em 1975, um médico descobrira um caso interessante de um homem bem apessoado, jovial e com 49 anos de idade. Um homem muito simpático. O médico neurologista conta que este homem se lembrava da data de seu nascimento, onde nasceu e detalhava sua predileção por matemática, ciências e cálculos aritméticos. Contava nas entrevistas médicas sobre os tempos de escola e da lembrança de seu irmão que morava em Oregon (uma cidadezinha no interior dos EUA). Trabalhou até meados de 1965 na Marinha e quando foi demitido começou a beber demasiadamente.

No final dos anos 60, este homem começou a perder a sua memória, a bebida deixou suas seqüelas para sempre em sua vida, que se tornou uma pessoa sem ontem, que estava e não estava consciente dessa perda de si mesmo. De vez em quando, ele se lembrava apenas de fatos isolados, deslocados no tempo e fragmentário. Mas se perdera no tempo... Assustou-se ao ver-se no espelho 30 anos mais velho do que pensava, pois na memória dele havia apenas lembranças de quando tinha 19 anos. Ficou 30 anos parado no tempo e foi encontrado por esse médico nas ruas, perdido e sem sentido na vida. Ele se encabulava com fatos recentes, não parecia real tudo que o médico lhe mostrava.

Ao que parecia, registrava os fatos na memória, entretanto, eram fugidios e tendiam a apagar-se em um minuto ou até menos que isso, quando haviam estímulos que o distraiam. Suas capacidades intelectuais e perceptivas estavam preservadas e evoluídas. Foram feitos exames neurológicos e sua capacidade de resolver problemas complexos e quebra-cabeças rápidos era considerável, mas quando se exigia mais tempo para resolver as questões, ele esquecia o que estava fazendo. Sua memória estava com uma extraordinária perda a fatos que acontecem recentemente, detinha débeis lembranças, mas era como se jogasse para algo que havia acontecido no passado os fatos que haviam acontecido 5 minutos atrás.

Jimmie era portador da síndrome de Korsakov, causada por degeneração alcoólica dos corpos mamilares que destrói os neurônios dos minúsculos corpos mamilares e o restante do cérebro fica preservado. Fatos traumáticos do passado de Jimmie poderiam ter deixado viva a última vez que tinha se sentido vivo. Recuperar a memória de Jimmie era algo que exigia pouca ou nenhuma esperança... Mas ele, como ser humano, possuía, além da memória, os sentimentos, as vontades, as sensibilidades e a existência moral. Poderia ter perdido a memória, mas não perdeu a alma e a espiritualidade, algo que o fazia como todos em uma celebração litúrgica de encontro com Deus. Quando ia receber a comunhão, não se via síndrome e nem memória. Em Cristo, ele se doava... E aos olhos de quem o via, parecia mais compenetrado do que nunca naquilo que sentia... O amor de Deus invadia a vida de Jimmie.

Ao ler a história deste homem, eu me senti motivada a levar a você, leitor, uma das doenças que pode ser ocasionada pela bebida alcoólica. Jimmie tinha 19 anos quando aconteceu a perda de sua memória... A síndrome é irreversível. Irreversível também pode ser a situação de alguém que não tem consciência do mal que a bebida alcoólica tráz. Se descoberto a tempo de tratamento, feliz da pessoa, senão as conseqüências são terríveis... Uma delas é a síndrome de Korsakov, dentre outras que podem ocorrer quando se exagera na dose. A leitura deste pequeno artigo pode não ser a melhor conscientização, mas pode ser um meio dela.

* Fato extraído do livro: O homem que confundiu sua mulher com um chapéu. Oliver Sacks.

 

Karla Fioravante
karla.fioravante@terra.com.br
Cantores de Deus - São Paulo-SP
  
  
 

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