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Vamos mudar um pouco a nossa linha de reflexão.
Geralmente tenho colocado em pauta assuntos de caráter social, abordando situações presentes em nossas vidas como músicos católicos, porém iremos, nos próximos artigos aqui publicados, refletir sobre harmonia funcional. O interessante seria fazermos, passo a passo, alusões sobre harmonização, porém a didática é limitada devido a "questões virtuais"... Em outras palavras, é complicado verificar todos os detalhes relevantes a um estudo completo sobre harmonia funcional, simplesmente por meio de uma comunicação à distância, por isso abordaremos superficialmente questões práticas e aplicadas, salientando que para o conhecimento mais profundo sobre harmonia, seria necessário um curso bem mais detalhado e direcional.

Amigos, peço que dêem bastante importância ao que irei falar, pois na minha singela e particular opinião, este é o ponto-chave para a execução de um trabalho bem feito utilizando a harmonia funcional. O parâmetro de maior relevância para se fazer uma harmonização de qualidade, interessante a ouvidos tanto técnicos quanto leigos, não está ligado a nenhum tipo de técnica musical, e sim ligado a uma questão psicológica, conhecido nosso como "BOM SENSO".

Vamos "queimar alguns neurônios juntos". De nada adianta o músico ter um alto grau de formação musical, se este não usar do bom senso para harmonizar.

Façamos a seguinte análise enfática: em um arranjo, se a intenção não for de reestruturar o estilo da música, caracterizando-a com Jazz por exemplo, não seria nem um pouco interessante usar em "Maria de Nazaré" acordes maiores com sétima menor e nona aumentada (façam um breve estudo para verificar a sonoridade de acordes deste tipo).
Como assim, FRED??? Fiz questão de utilizar uma música bastante tradicional e um acorde muito dissonante, apenas para "frisar" esta idéia, de que o que deve vir em primeiro lugar em uma harmonização, é a "técnica do Bom Senso".

Fazendo uma breve análise deste acorde maior com sétima menor e nona aumentada, ao aumentarmos em meio tom a nona, esta nota que surgirá corresponderá à terça menor, o que acarretará em uma dissonância considerável uma vez que o acorde é maior, pois esta formação terá tanto a terça menor quanto a maior. Então surge a pergunta: o acorde é maior ou menor? O acorde é maior, pois a terça menor que surge é a nona que aumentamos, sendo a terça maior constituinte do acorde dominante.

Isto tudo que foi dito não é para buscarmos harmonias "pobres". Não, não é isto, podemos ter harmonias "riquíssimas", de muita qualidade, agradável a todo tipo de ouvido, desde que voltemos naquela tecla, de utilizar a " técnica do Bom Senso".

Para terminar, vejamos a música "Anjos de Regate", do Dalvimar Gallo. É uma música maravilhosa, ungida, prazerosa de tocar e com uma harmonia extremamente racional. O arranjador conseguiu, com uma harmonia simples, uma música de extrema beleza, atingindo seu objetivo principal: completar o trabalho do compositor.

Sendo assim, ficarei por aqui.
Como sabe, estou sempre aberto a qualquer comentário, crítica ou sugestão.

 

Fique com Deus...
Um grande abraço!

Frederico Rodrigues (emaildofred@gmail.com)
Doutor em engenharia acústica,
arranjador e tecladista do Pe. Fábio de Melo
  
  
 

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