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Eu ando meio inconformado com algumas coisas. É que a modernidade tem trazido mudanças para o comportamento humano que eu creio merecer reflexão. Veja bem você, que uma das principais delas está muito ligada ao mundo da linguagem. Prova disso é o fato de seus pais não entenderem grande parte das expressões que são cotidianas e corriqueiras pra você.

Em outros tempos, quando os poetas e compositores queriam enaltecer as virtudes femininas eles cantavam assim: “Tu és divina e graciosa, estátua majestosa, do amor por Deus esculturada”.

Bela forma de se fazer um elogio a uma mulher, não é mesmo? Pois bem, nos dias de hoje as coisas andam mudadas. Para se falar das mulheres, os compositores que ganham a mídia estão recorrendo ao mundo animal. Cachorra foi o termo que prevaleceu no ano passado. E agora, neste ano viraram éguas. Isto mesmo. Esta é a metáfora que se canta e que se escuta por aí.

Vale a pena pensar!

Eu não sei o que você pensa sobre isso, mas gostaria que você me desse um minuto para eu tentar lhe dizer um pouco do quanto eu tenho ficado indignado com tudo isso. É que na verdade, este lixo musical, que andam vomitando em nossos ouvidos, acaba se configurando como uma afronta ao nosso bom gosto.

Não importa qual seja o seu gosto musical, não se trata disso, mas sim da intenção que esse produto tem ao ser entregue para o consumo.
Numa época em que as mulheres comemoram tantas vitórias, nascidas de corajosas lutas contras as estruturas machistas em que o mundo está solidificado, aparece esta contra-cultura que insiste em banalizar a dignidade humana feminina, comparando-a e rebaixando-a a condição de um animal irracional. É a declarada objetificação do corpo, que reduz a mulher a um bichinho de estimação que está sempre disposto a satisfazer as vontades de seus donos.

Eu não sei o que deveria envergonhar-nos mais, o compositor que oferece-nos considerável pérola, ou o consumidor que prestigia tal iniciativa.

Eu sei que você está absorvido pelas novidades desse tempo. E é bom que esteja. Existem muitas riquezas por aí, mas eu creio que valeria à pena você ficar de olhos bem abertos quando você notar que a cultura oferecida a você estiver subestimando a sua inteligência, ou desconsiderando o seu valor como ser humano.

Ninguém merece ser chamado assim! Não é possível que você seja capaz de trocar os versos com que comecei esta conversa, por estas expressões chulas, tais como: “Minha cadelinha ou minha eguinha pocotó!”.

O que queremos é beleza!

Creio que valeria à pena pensar o por quê deste estilo musical crescer tanto nos dias de hoje. Será que perdemos o referencial do bom gosto e do bom senso? Não podemos negar: o Brasil produz a melhor música do mundo, mas também produz a pior. Os grandes compositores e intérpretes ainda amargam o dissabor de não terem espaço na mídia e de não serem tocados nas rádios. A conseqüência disto é o processo de total desconhecimento de uma fina produção musical que o Brasil tem e que jamais poderá conhecer. Basta andar por este país e verão as riquezas regionais que jamais ganharam espaço no cenário nacional. Quem sai perdendo é a cultura, é a sensibilidade humana que deixa de provar belezas raras que nunca serão descobertas porque estão massacradas pelo poder das patas das éguas e pelos latidos das cachorras.

Mas você pode ajudar a mudar este quadro. Esta péssima produção musical cresce justamente porque existem milhões de consumidores ávidos por este tipo de contra cultura. Não comprar, não ouvir e não divulgar é uma forma de exigir respeito à nossa inteligência e ao nosso desejo sincero de beleza.

Você merece respeito. É só exigir!

 

pe. Fábio de Melo, scj
Cantor, compositor e escritor
www.fabiodemelo.com.br

  
  
 

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