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Jesus disse que onde está o teu coração, está o teu tesouro...

Em muitos lugares Ele fala sobre os talentos de quem escondeu, de quem investiu e arriscou, de quem aplicou com moderação...

Deus vem mexendo muito fundo no meu coração nesses últimos dias. O que fica de eterno após nossa morte? Aquilo que realizamos utilizando as capacidades inspiradoras de Deus. Esses dias o jornal divulgou sobre um avô que teria deixado uma herança para seus netos escondida em algum lugar... Durante anos os netos buscaram esse "algum lugar" e recentemente encontraram, em dinheiro que não tem mais valor algum, o equivalente a 80 mil dólares em dinheiro da época que o avô guardou.

Há alguns anos, uma senhora, excelente pianista e mãe de duas grandes amigas, começou a sofrer do mal de Halzenmeyer (que faz com que a pessoa vá perdendo a memória e esqueça tudo). Em poucos anos ela não reconhecia mais ninguém, já não falava com sobriedade, não sabia quem era, nem quem eram os seus... Perdeu totalmente a memória, já não tinha mais nada a ver com aquela senhora fina e educada que conheci, mas quando a colocavam sentada no banco de seu piano, tocava como sempre tocou. A música em sua vida ía além da doença, além da própria vida... A música era sua vida, era uma das poucas coisas que fazia a família associar aquela senhora à "antiga" pessoa de antes da doença... A música, a música... Posso ouvir sem ninguém tocar, fecho os olhos e minha imaginação me faz ouvir a música de alguém que a compôs há 500 anos... É eterna, vem de Deus!!! Se quando se morre não se leva nada, uma coisa sei: a música permanece! Quando é inspirada, vem do céu para a terra e vai da terra para o céu. Não há "espaço" para ela, sua morada é nos corações dos homens ou no esquecimento, se não provocar um sentimento, uma emoção. Falo de música verdadeira, de uma nova música que terá de se limitar às sete notas musicais, mas que na sua mistura de acordes, dissonâncias e inspirações, podem penetrar o mais profundo do ser humano, e fazê-lo voltar à vida, é uma fonte de vida!

Fecho os olhos, a ouço e tenho a idade da época que a ouvi, relembro o que pensava, posso sentir o cheiro do momento que a ouvi, o que sentia... É poderosa, e porque não consagrar definitivamente esse "poder" e essa força a Deus??? Porque temos de nos contentar com o lixo??? Há vida na música, temos de transmiti-la, não queremos uma música de entretenimento... Queremos uma música que nos faça bem, que nos faça viver e aprender a viver melhor, queremos uma música que traduza as palavras: eu sou o caminho a verdade e a VIDA. Queremos nossa música na parada de sucesso da terra e do céu.

Onde estão nossos compositores? Onde estão nossos músicos, nossos cantores??? Presos em uma cela!!! Mas que cela é essa? Cela do desprezo, da desvalorização, da falta de credibilidade... Presos a coordenações que não fomentam seus crescimentos, que não sustentam seu "sacerdócio" (porque não chamá-los assim?). A maioria dos músicos e cantores de hoje passaram pela igreja de alguma forma cantando ou tocando nos seus passados... Será que o ministério de música na igreja é um lugar de passagem onde os bons saem? Permanecem?

Quando vi a Daniela Mercury dizer que era do Oração Pela Arte (OPA) e que saiu.... Chorei diante da TV, falei: perdemos outra... Quantas "Danielas Mercurys" temos em nossas paróquias? Quantos "Miltons Nascimentos"? Quantos... Quantos??? CHEGA!!! Já perdemos gente boa demais; os ídolos do pecado, do futuro hoje, estão nas nossas comunidades dispostos a passar fome e a largar tudo para "tocarem e cantarem para Deus". Você já não ouviu isso? O que fez de resposta? Pensando na atitude de Jesus que na parábola mandou que tirasse o talento daquele que enterrou por medo e entregasse ao mais ousado, será que não dá para pensar em investir nesses novos ousados da música católica? Ou vamos aguardar que se decepcionem e invistam seu talento em outro "banco"? E se, por infelicidade, estourarem nas paradas, diremos: eu conheço ele, ou ela... Era do meu grupo... E talvez no céu, nessa hora, haja um profundo silêncio em homenagem póstuma a mais um que podia tocar e cantar para Deus e não fez porque ninguém o apoiou...

Que música você vai cantar no final da sua vida? Que música você levará para a eternidade? Será que só vão descobrir nossa nova música muito depois de morrermos? Será que valerá alguma coisa? Em quantos dólares ela estaria avaliada??? Será que os netos encontrarão? Ou alguém vai fazer algo com essa riqueza AGORA?

 

Eraldo Mattos
eraldo@codimuc.com.br
  
  
 

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