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Evolução...

GIBSON LES PAUL BASS 1970

ESTE INSTRUMENTO, ORIGINADO DA GUITARRA LES PAUL, FOI DESENHADO PARA SUBSTITUIR O MODELO TRUMPH BASS. ASSIM COMO MUITOS CONSTRUTORES DE INSTRUMENTOS, A GIBSON TENDE A SEGUIR NA FABRICAÇÃO DE CONTRABAIXOS APROVEITANDO OS DESIGNS DAS GUITARRAS ELÉTRICAS. (THE BASS BOOK)

Dos grandes baixos acústicos utilizados na música erudita e no jazz, aos versáteis modelos atuais de baixos elétricos, já se vão quase 50 anos! Parece muito, mas não é! Principalmente porque a grande evolução desses instrumentos vem acontecendo apenas de 15 anos para cá.

Na realidade, muitos músicos e luthiers apostam que os passos mais recentes no desenvolvimento da tecnologia dos instrumentos elétricos e em maneiras novas de tocar, tem surgido através do baixo.

STENBERGER XM2 C 1989

ESTE INSTRUMENTO FOI DESENHADO PELO CONSTRUTOR ROGER GIFFIN E PELO BAIXISTA MIKE RUTHERFORD, DO GRUPO GENESIS, QUE PROCURARAM SEGUIR OS PADRÕES ESTRUTURAIS CARACTERÍSTICOS DOS STENBERGER, OU SEJA, CORPOS MENORES COM DESING REVOLUCIONÁRIO. O MECANISMO DE AFINAÇÃO SE SITUA ACOPLADO À PONTE. (THE BASS BOOK)

Comparado à guitarra, o sentido é inverso: enquanto muitos guitarristas promovem um revival de modelos de 30 anos atrás, os baixistas justamente agora começam a explorar o instrumento de maneira mais ampla e em todos os sentidos, como novas formas de técnicas de execução, em amplificação, na construção de modelos mais avançados e com novos recursos (5, 6, 7, 8, 10, 12 e 16 cordas!), bem como no uso de efeitos para incrementar o som do instrumento. E apesar de todo o progresso, parece que ainda há muito a ser feito!


ZON HYPERBASS 1994

O CONSTRUTOR CALIFORNIANO JOE ZON TORNOU-SE UM ESPECIALISTA EM BRAÇOS CONSTRUÍDOS EM GRAFITE. ESTE EXTRAORDINÁRIO INSTRUMENTO FOI DESENVOLVIDO EM CONJUNTO COM O BAIXISTA AMERICANO MICHAEL MANRING E OFERECE POSSIBILIDADES ILIMITADAS COM RELAÇÃO À OBTENÇÃO DE NOVAS SONORIDADES NO BAIXO ELÉTRICO. (THE BASS BOOK)

A transformação do contrabaixo acompanhou a eletrificação das guitarras. Não se poderia eletrificar o baixo acústico, por sua própria mecânica, seu tamanho, sua técnica e dificuldade de transporte.

Então, a partir dos anos 50 foram surgindo os modelos elétricos parecidos com os atuais.

Foi nos anos 50 que surgiram dois dos modelos clássicos de maior sucesso e muito procurados até hoje: Fender Precision e Jazz Bass. Outras marcas famosas na época eram os Rickenbacker, Hofner, Ephiphone, Gretsche e Gibson - nomes que atravessaram as décadas seguintes, chegando até hoje com razoável sucesso. A marca registrada destes instrumentos é a construção cuidadosa, pesada e forte, propiciando a esses instrumentos um som característico e que marcou época. São instrumentos que refletem muito bem a evolução de muitos estilos ligados a eles. E, por isso, possuem um preciosismo procurado por muitos músicos.

Fundamental na evolução do instrumento foi que, em algum ponto da década de 70, luthiers americanos começaram importantes inovações na construção dos baixos elétricos como a introdução de novos tipos de captadores (eletrônica ativa) desenvolvidos pela Alembic e utilizados por músicos como Stanley Clarke, Larry Grahan e Alphonso Johnson.

Chegamos à era dos instrumentos mais leves, de design arrojado, com construção mais elaborada (na escolha de madeiras e ferragens) e com a parte elétrica bem mais sofisticada, sendo que esta tendência até hoje é uma constante na fabricação dos instrumentos atuais.

Marcas como Ibanez, Yamaha, Steinberger, Aria Pro, Fodera e Zon passaram, então, a dominar a cena mundial de contrabaixos elétricos.

Mas vale lembrar que, entre músicos profissionais, a preferência ainda recai sobre o trabalho elaborado pelos luthiers - entre os quais destaco o trabalho da CAST - High Performance, criado pelo luthier Josino, onde são elaborados seguramente um dos melhores baixos do mundo!

As madeiras mais usadas para construção de baixos são cedro, maple canadense, mogno, choupo, freixo, brumixava, jacarandá, pau-rosa, marfim e grafite (mais atual). Na escolha das madeiras, segundo os luthiers, deve-se levar em consideração não apenas a sonoridade que se procura dar ao instrumento (algumas madeiras propiciam maior peso e sustain ao contrabaixo, enquanto outras propiciam instrumentos mais leves).

O ideal é que cada fabricante procure um ponto comum entre dois fatores: sonoridade e peso. Se o instrumento for muito pesado, pode haver problemas de ordem física para o músico (dor nas costas, por exemplo).

Sendo assim, em um projeto de novo instrumento, a primeira coisa a fazer é escolher o desenho básico do contrabaixo (sua silhueta), visando uma maior comodidade ergonômica para o contrabaixista. Muitos músicos atuais, através das empresas de instrumentos, criam novos modelos com base em dados fornecidos pelos próprios músicos como o Hyperbass Michael Manring's signature, fabricado pelo Zon Instruments através de consultoria efetuada pelo próprio Michael Manring.

Outros detalhes importantes são o formato do braço (para torná-lo anatômico), o tamanho da escala (para facilitar a execução) e a opção entre o corpo e braço inteiriço (formando uma só peça) ou separados (o braço é colado ou parafusado ao corpo do instrumento).

Essa escolha depende da finalidade. O braço inteiriço tem mais sustain, porque a ressonância das notas irá se repercutir através de todo o contrabaixo, sendo esta a tendência atual.

Nas ferragens e principalmente na parte elétrica é onde tem surgido as maiores inovações no baixo. Muitos modelos novos usam sistemas de microafinação e trazem novidades funcionais em tarraxas e pontes. Seguir os lançamentos de captadores e sistemas de controle de tonalidade tem se tornado virtualmente impossível!

Uma das maiores polêmicas dos últimos anos, por exemplo, tem sido em torno dos sistemas ativo e passivo de captação. A captação passiva tem problemas inerentes à própria construção do captador, como ruídos, por exemplo. Os ativos tem resultados finais muito melhores neste sentido. Trabalham o som dentro de um espectro de tonalidade, mas você sempre pode usar um equalizador paramétrico para ajustar a timbrarem de acordo com suas preferências.

Há, no entanto, quem critique os sistemas ativos justamente pela sua extrema precisão. Nesse sistema, o sinal que está sendo captado pela bobina é processado com o auxílio de uma bateria de 9 volts. Essa placa tem um noise gate que filtra e comprime o som, contendo circuitos para controle de volume e equalização. O som é expandido muito mais "limpo", mas pode inviabilizar seu uso pelos rockers, porque os instrumentos ficam com um som muito "igual", ou seja, sem a saturação e harmônicos necessários para a realização deste tipo de estilo.

Conclusão: na escolha do circuito (ativo ou passivo), deve pesar fundamentalmente a finalidade musical e o gosto timbrístico.

No intuito de procurar agradar a todas as tendências, a Fender patenteou, em 1990, um sistema interessante, o Fender-lace. A idéia é captar, através de sensores múltiplos colocados nos captadores, toda a ressonância do instrumento (madeira e cordas), e não apenas através da vibração das cordas, como nos sistemas comuns. O resultado pode ser medido por um ganho de volume e maior fidelidade à timbragem original do baixo.

Para muitos profissionais, o contrabaixo elétrico é um instrumento crítico, exigente e complicado em se tratando de montagem timbrística, bem como na amplificação de seu som. A construção do instrumento, tipo de madeira e captação escolhida, tudo deve ser levado em consideração quando a expansão sonora ou a gravação se tornar necessária.

No palco, por exemplo, o contrabaixo necessita de três vias independentes de equalização para graves, médios e agudos, com caixas separadas.

Esse sistema de equalização é fundamental, pois ao equalizar o instrumento você poderá perder freqüências em detrimento de outras, comprometendo o resultado final.

Devido a essas exigências, houve um salto impressionante na qualidade dos amplificadores para baixo - ao contrário de 30 anos atrás, quando baixistas sofriam ao usar aparelhos não exatamente desenvolvidos para o instrumento.

Os principais problemas estruturais atualmente são os trastes (contorno irregular, construção não plana (ocasionando trasteamento), empenamento de braço, oitavas desreguladas, ruídos (motivados por problemas no circuito terra, potenciômetros ou captadores defeituosos).

Para manutenção de seu instrumento, recomendo limpeza constante com um pano seco (para tirar o suor natural das mãos), cuidado quanto aos produtos que são escolhidos para limpar o corpo e braço, evitar deixar o instrumento em locais com temperaturas elevadas (porta-malas de automóveis, por exemplo, onde a temperatura pode chegar a 40 ou 50 graus).

Uma proteção mais efetiva seria a aquisição de um estojo ou capa visando manter a integridade do contrabaixo elétrico.

 

Binno Finger (boyn@ieg.com.br)
Banda O Céu é Blues
- São Paulo-SP
  
  
 

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