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Ela revirava as gavetas da mãe quando encontrou, dentro de um envelope, uma foto. Era uma fotografia em preto e branco. A jovem, com um vestido branco e brilhante, parecia ser uma debutante. A primeira coisa que lhe chamou a atenção foram as roupas, os cabelos e a maquiagem que pareciam saídas de uma minissérie de televisão ou desses filmes antigos, reprisados tarde da noite. Olhando com mais cuidado, levou um susto. Era sua mãe. Tinha quinze anos e parecia uma atriz. Surpreendeu-se com a beleza e a juventude do seu rosto. Era como se tivesse pela primeira vez entendido que sua mãe já havia sido diferente daquela que acordava todos os dias às seis e meia da manhã, trabalhava o dia inteiro e chegava tarde, muito cansada, com ar preocupado. Estava linda na fotografia e em sua juventude elas se pareciam muito.

Não resistiu. No dia seguinte levou a fotografia para a aula e orgulhosa mostrou para todas as amigas:

- É minha mãe! Tinha quinze, dois a mais do que eu tenho agora. Olha que vestido lindo! Dizia, orgulhosa para o círculo de meninas que havia se formado em torno da foto. E as amigas concordavam: a mãe era mesmo muito bonita!

Foi assim, no inglês, na capoeira e por onde ia levava esse troféu da juventude de sua mãe. À noite, as duas, que tinham o costume de longas conversas cheias de confidências, conversaram muito sobre o baile de debutante da mãe, os namorados, as dificuldades que ela enfrentara com a avó... Depois de um curto silêncio a menina perguntou:

- Mãe, você trocaria a sua idade pelos quinze anos da fotografia?

Depois de um suspiro, a mãe respondeu:

- Não!

- E vinte anos? Você gostaria de ter? E vinte e cinco?

A mãe respirava como se estivesse diante de uma questão muito séria e que exigia uma resposta absolutamente sincera. Mas calmamente sempre dizia que não. Por fim, esclareceu:

- A melhor idade é aquela que temos hoje, pois tudo tem seu tempo e viver fora do seu momento é estar infeliz. O passado está à minha frente, pois eu o conheço bem e posso vê-lo diante dos meus olhos. O futuro está atrás de mim, às minhas costas e eu apenas consigo me virar muito rapidamente para ver-lhe num relance. E o presente, como as margens de um rio que passa tão rápido, com tantas imagens que não podemos reter ou segurar. O presente é o dia de hoje, esta noite aqui com você. É o tempo de um segundo antes de virar passado e ficar amarelado como na fotografia. É assim, respeitando os tempos, que eu estou aprendendo a ser feliz.

ECLESIASTES 3

1 Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
3 tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;
4 tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
5 tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;
6 tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora;
7 tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
8 tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz
.

 

Augusto Cezar - DOM
tioguto@ig.com.br
Rio de Janeiro-RJ
  
  
 

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