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- Mamãe posso deitar aqui com você um pouquinho? É que o sono não vem...
- Mas só um pouquinho, hein? - Disse a mãe, com uma voz que era misto de rigor cumplicidade.

Na verdade, ela ficava esperando estes encontros na hora de dormir já que durante o dia estava tão ausente de casa e muitas vezes pouco saberia de sua filha não fosse o medo do escuro e a natural insegurança da menina que agora dormia sozinha num quarto só seu.

Elas ficavam deitadas rindo das "novidades" do colégio, dos namoros e paixões que pareciam contagiar as amiguinhas da filha e traziam doces lembranças para a mãe. Muitas noites ela recontava para a menina como os pais haviam se conhecido: o primeiro encontro, as trocas de olhares, o primeiro beijo, os ciúmes adolescentes... E também do dia que descobriu que estava grávida, da apreensão e da felicidade no parto, de como o pai encheu o apartamento de flores do campo para a "princesa" que chegaria da maternidade. E assim elas matavam um pouco da saudade que ele deixava. Parece mesmo que estava apenas viajando.

Eram muito amigas e confidentes. Nestes momentos, no silêncio da noite, a mãe cantava uma canção que lhes fazia companhia desde os primeiros momentos. A menina pedia e a mãe sempre cantava no escuro, com a mão pousada sobre seus cabelos escuros e lisos. Embalada, a menina escutava, e lentamente parecia flutuar num universo de sons, imagens e sonhos. Adormecia sorrindo.

Naquela noite a mãe disse:

- Eu e minha mãe também tínhamos uma canção. Você quer ouvir?

E cantou, lembrando um sentimento há muito esquecido. E tornou a se sentir um pouco criança novamente. E Chorou. Um choro bonito e soluçado, cheio de saudade da mãe que já não estava mais ali para cantar para ela, para lhe confidenciar segredos e derramar esperanças no "novo dia". As lágrimas caiam e, se lembrando da filha, dizia meio sem graça, como se tivesse sido descoberta:

- Eu sei que não é justo reclamar, que Deus sabe o que faz e que a minha mãe deve estar muito bem. Viveu uma vida linda e foi uma mãe maravilhosa, eu entendo, mas...

E não conseguiu completar a frase, pois agora quem lhe carinhava os cabelos era a filha.

- Não fica triste... Sabe o que é, mamãe - disse a menina com a voz mais suave - é que, às vezes, a dor é maior que a compreensão.

Há um tempo para tudo sob sol. Devemos aprender todos dias a chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram. Que nós possamos, como ministros de música, acolher a alegria, as vitórias e também a dores de nossos irmãos. Em tudo partilhar a vida com nosso próximo e sermos assim verdadeiros sinais do Amor de Deus.

 

Autor: Augusto Cezar Costa Cornelius

 

Augusto Cezar - DOM
tioguto@ig.com.br
Rio de Janeiro-RJ

  
  
 

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